HISTÓRIA OU REALIDADE MEU SONHO, MEU LAR.
A história triste e amarga que eu Emerson Silva vou contar começa assim:
Márcia é mãe solteira e tem três filhos. Com sua profissão de cabeleireira traz o sustento para sua família. Desde quando começaram as inscrições para o programa Minha Casa Minha Vida, esta guerreira vem tentando conseguir um teto para ela e seus três filhos.
Em 2013 a prefeitura municipal, através da Secretaria de Assistência Social, protocolou o pedido desta mãe de número 2710. E a luta continuou com o preenchimento de folhas e mais folhas no ano de 2014, através do Governo Federal. Ela também direcionou seu clamor ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, porém, SEM SUCESSO. Com fé em Deus, a guerreira continua a sonhar em ter a sua casinha, o seu próprio lar.Eu, Emerson Silva, com o coração apertado, só tenho a força da página Policia Noticia para fazer esta simples publicação, trazendo os fatos de forma nua e crua, a fim de chamar atenção do Executivo e Legislativo, para que eles tenham um olhar mais atento para as pessoas e famílias que precisam realmente ser atendidas.
Em sua aflição, esta chefe de família, mãe três filhos menores fez o seguinte desabafo:
“Desde que começou o projeto Minha Casa Minha Vida, venho tentando ser contemplada, mas até hoje nada. Procurei o EXECUTIVO, que em resposta se colocou à disposição. Me encheu de esperança. Fiquei feliz, senti naquele dia que eu iria ter o meu lar e não precisaria mais morar de favor, mas infelizmente tudo ficou só em promessas. Há cerca de um ano e sete meses moro aqui no Itapuã II, numa casa cedida por particulares. A defesa Civil constatou risco de desabamento e interditou o imóvel. Procurei o CRAS e criei outro problema sem prazo para resposta e ainda tive que ouvir estas palavras: “se eu não tivesse outro lugar para morar, eles iriam acionar o Conselho Tutelar para levar meus filhos para um abrigo.”Hoje, eu, Emerson Silva, compreendo porque as pessoas aderiram ao movimento Ocupa CDD e estão acampadas num terreno no bairro Cidade de Deus. As pessoas estão cansadas de promessas, estão com os pés calejados de tanto andar de um lado para o outro, sem conseguir atendimento adequado das autoridades, sem conseguir fazer valer seus Direitos Sociais – dentre eles o direito à moradia previsto no art. 6º da Constituição.
“Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.” (grifei)
São famílias que não conseguem renda suficiente para seu sustento e ainda tem que conviver com o aluguel comendo em seus pratos, enquanto outras pessoas são beneficiadas com a tão sonhada moradia, e, apesar dos impedimentos legais e contratuais, as vendem de forma clandestina, fazendo com que a ação do governo se torne injusta em relação às pessoas realmente necessitadas.Atitudes como esta, revelam que estas pessoas não têm consciência. E aqui cabe um questionamento: será que estas pessoas eram realmente merecedoras da benção que receberam? Benção, sim, porque a casa própria é uma benção.
Até quando vamos ficar em silêncio, a espera de um político que saiba qual é o seu dever na sociedade?
Assim, amargurado, termino esta publicação, orando e pedindo a Deus que a senhora Márcia e outros que estão na luta por uma moradia, sejam abençoados, e que consigam seu objetivo.
Meu nome é Emerson Silva para a redação do Policia Noticia.

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